Charles Oliveira vs. Mateusz Gamrot agita UFC Fight Night no Rio; Figueiredo busca volta
out, 12 2025
Quando Charles "do Bronx" Oliveira, ex‑campeão peso‑leve do UFC entrou no octógono da UFC Fight Night: Oliveira vs. GamrotFarmasi Arena, a expectativa era alta. O evento, transmitido pelo UFC Fight Pass, marcou a 13ª visita do maior promotor de MMA ao Rio de Janeiro e a primeira desde o UFC 301, em maio de 2024.
Retorno do UFC ao Rio: contexto e expectativas
O Rio de Janeiro já foi palco de momentos icônicos – Liddell vs. Ortiz (UFC 47) e, mais recentemente, o card de maio de 2015 que trouxe Maia vs. LaFlare. Depois de um hiato de quase dez anos, a Farmasi Arena recebeu 13 lutas, divididas entre 6 preliminares e 7 no card principal. O governador do Estado, Cláudio Castro, fez questão de aparecer na abertura, elogiando o esporte como "um espetáculo que impulsiona turismo e gera milhares de empregos temporários".
Card principal: Oliveira vs. Gamrot e Figueiredo vs. Jackson
No card principal, o destaque foi o duelo entre Oliveira e o polonês Mateusz Gamrot, ex‑campeão peso‑pena e leve da KSW. A luta foi adiada por causa de uma lesão no joelho de Rafael Fiziev, que saiu de cena duas semanas antes do evento. Ambos chegaram com recordes impressionantes – Oliveira (35‑11‑0) e Gamrot (25‑3‑0) – e as odds estavam equilibradas em -110 para cada um.
Enquanto isso, no co‑evento principal, o brasileiro Deiveson Figueiredo enfrentou o norte‑americano Montel Jackson. Figueiredo, que vinha de duas derrotas seguidas, entrava como azarão (+270) contra Jackson, favorito com -350. O público estava ansioso para ver se o ex‑campeão dos penas conseguiria retomar o caminho das vitórias.
Destaques intermediários: lutas que surpreenderam
A luta entre Vicente Luque e o espanhol Joel Álvarez mostrou a versatilidade dos pesos meio‑médios. Luque, que se preparava para enfrentar Santiago Ponzinibbio até a lesão deste, acabou acertando 38 de 85 golpes, enquanto Álvarez, em sua estreia nesse peso, conectou 56 de 121. O espanhol controlou o octógono por 50 segundos, mas acabou perdendo por decisão unânime.
Outro momento marcante foi o nocaut técnico de Jhonata Diniz sobre o português Mario Pinto no segundo round, aos 4 minutos e 10 segundos. Diniz, com 9 vitórias, mostrou poder de nocaute que até então não era associado ao seu nome.
Controvérsias e mudanças de última hora
A retirada de Mohammed Usman – vencedor do The Ultimate Fighter – inesperadamente dois dias antes do evento deixou o combate contra Valter Walker cancelado. A UFC ainda não divulgou o motivo, alimentando rumores de questões contratuais.
Na categoria peso‑galo, a luta entre Luan Lacerda e Saimon Oliveira acabou sendo disputada em catchweight. Oliveira pesou 65,3 kg, oito libras acima do limite de 61,2 kg, e recebeu uma multa de 20 % de sua bolsa, repassada ao adversário. "Foi um erro de cálculo na dieta", admitiu Oliveira em entrevista pós‑pesagem.
Impacto e perspectivas futuras
Os números de compra e streaming confirmaram que o retorno ao Rio foi um sucesso comercial: mais de 1,2 milhão de visualizações ao vivo e aumentos de 15 % nas assinaturas do UFC Fight Pass no Brasil. Analistas do G4 Estúdio apontam que a decisão da UFC de reforçar a presença em cidades brasileiras pode abrir portas para futuros eventos em Salvador e Fortaleza.
Para Oliveira, a vitória (ou derrota) contra Gamrot pode definir se ele buscará novamente o cinturão dos leves ou mudará de categoria. Já Figueiredo, ao menos, garante que a derrota não será o fim da linha – o brasileiro declarou que "a única coisa que mudou é a urgência de rever o treino".
Fatos principais do evento
- Data: 11 de outubro de 2025
- Local: Farmasi Arena, Rio de Janeiro
- Luta principal: Charles Oliveira (35‑11‑0) vs. Mateusz Gamrot (25‑3‑0)
- Co‑evento principal: Deiveson Figueiredo (24‑5‑1) vs. Montel Jackson (15‑2‑0)
- KO técnico: Jhonata Diniz vs. Mario Pinto (2º round, 4:10)
Perguntas Frequentes
Como o resultado da luta entre Oliveira e Gamrot afeta o ranking dos leves?
Se Oliveira vencer, ele sobe para a terceira posição do ranking oficial da UFC, aproximando‑se do título. Uma derrota, por outro lado, pode deixá‑lo fora dos top‑5, abrindo caminho para um possível retorno ao peso‑pena.
Quais foram os impactos econômicos do UFC Fight Night no Rio de Janeiro?
Segundo a Secretaria de Turismo, o evento gerou cerca de R$ 12 milhões em receita direta – hotéis, restaurantes e transporte – e ajudou a elevar as inscrições no UFC Fight Pass em 15 % nas regiões Sudeste e Norte.
Por que Saimon Oliveira foi multado por excesso de peso?
Ele pesou 65,3 kg, oito libras acima do limite de 61,2 kg para a categoria peso‑galo. A regra da UFC prevê multa de até 30 % da bolsa; no caso dele, foi aplicada 20 %, que foi repassada ao adversário Luan Lacerda.
Qual a perspectiva de futuro para Deiveson Figueiredo após a derrota?
Figueiredo afirmou que vai reassessorar seu corpo e técnico. A equipe pretende marcar treinos de alta intensidade e buscar um retorno ao topo da categoria peso‑galo até o fim de 2026.
O que motivou a mudança de Rafael Fiziev para Mateusz Gamrot?
Fiziev sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho durante o treinamento. A UFC acionou Gamrot, que estava já em fase de preparação para outro combate, e o substituiu na luta principal.
Anderson Rocha
outubro 12, 2025 AT 03:02O retorno do UFC ao Rio foi um espetáculo que revigorou a cena do MMA nacional. Mesmo com a presença de grandes nomes, a pressão sobre Charles Oliveira pareceu maior que o próprio octógono. O clima na Farmasi Arena ficou carregado de expectativa, e cada troca de golpes foi analisada como um teste de legado.
Vania Rodrigues
outubro 26, 2025 AT 02:02Embora a mídia celebre o evento como um impulso ao turismo, a maioria dos brasileiros ainda vê o MMA como um espetáculo importado que pouco contribui para o desenvolvimento esportivo local. 😊
Paulo Viveiros Costa
novembro 9, 2025 AT 02:02Mano, cê viu como a UFc quase que largou o Rio por 10 anos? Pois é, foi tipo um choque de realidade pros que acham que MMA só serve pra gringo. A verdade é que a luta entre Oliveira e Gamrot mostrou que o Brasil tem talento de sobra pra segurar o patamar global. Mas ainda tem aquele detalhe do peso, aquele papo de Saimon Oliveira que nem parece profissional. E ainda tem gente que reclama da propaganda de turismo enquanto o esporte cresce na rua.
Janaína Galvão
novembro 23, 2025 AT 02:02Não há dúvidas de que o UFC trouxe um volume econômico inquestionável,; porém, as corporações por trás do espetáculo não revelam as verdadeiras cláusulas contratuais,; e isso gera suspeitas profundas sobre manipulação de resultados!; A mudança de peso de Saimon Oliveira, por exemplo, levanta questões sobre a eficácia das regras de pesagem;; os fãs merecem transparência total!; O governo ainda aproveita o hype para inflar números de turismo, mas fica claro que o controle das narrativas está nas mãos de poucos.
Luciano Silveira
dezembro 7, 2025 AT 02:02Concordo plenamente com a análise anterior; o evento foi, sem dúvida, um marco para o esporte nacional,; porém, ainda precisamos de mais apoio institucional para atletas emergentes; 😊 A Farmasi Arena mostrou que a infraestrutura está à altura, mas a base ainda carece de academias bem equipadas em bairros menos favorecidos.
Camila Medeiros
dezembro 21, 2025 AT 02:02É importante reconhecer que o retorno do UFC ao Rio não só elevou o nível de competição, mas também serviu como vitrine cultural para o Brasil; ao apresentar lutadores de diversas nacionalidades, o evento reforça a diversidade que nossa sociedade tanto valoriza; além disso, a visibilidade gerada pode inspirar jovens de comunidades periféricas a seguir carreiras no MMA, contribuindo para a inclusão social.
Marcus Rodriguez
janeiro 4, 2026 AT 02:02Mais um evento de marketing, nada de novo.
Reporter Edna Santos
janeiro 18, 2026 AT 02:02O UFC Fight Night em Rio foi, literalmente, um terremoto de emoções que abalou até os cantos mais silenciosos da Farmasi Arena.
Charles Oliveira chegou carregado de história, mas também de dúvidas, e cada soco que lançou parecia pintar um quadro de redenção.
Mateusz Gamrot, por sua vez, trouxe a ferocidade da KSW polonesa, tornando o confronto um verdadeiro duelo de estilos.
O público brasileiro, conhecido por sua vibração contagiante, respondeu com gritos, bandeirinhas e um ritmo de bateria que mais parecia um carnaval de adrenalina.
Além das lutas principais, a preliminar entre Vicente Luque e Joel Álvarez destacou a importância da estratégia de volume de golpes, algo que os técnicos ainda estudam fervorosamente.
O nocaut técnico de Jhonata Diniz sobre Mario Pinto foi um lembrete brutal de como a potência de um simples golpe pode mudar o destino de uma noite.
A retirada inesperada de Mohammed Usman gerou inúmeras teorias nos bastidores, mas a UFC manteve silêncio total, alimentando ainda mais a curiosidade dos fãs.
A questão do peso de Saimon Oliveira, que ficou 8 libras acima do limite, trouxe à tona discussões sobre a rigidez das regras de pesagem e a necessidade de processos mais transparentes.
Do ponto de vista econômico, o evento gerou cerca de R$ 12 milhões em receitas diretas, um número impressionante que demonstra o poder de compra do público esportivo brasileiro.
As assinaturas do UFC Fight Pass subiram 15 % no Sudeste e Norte, indicando que o streaming está se consolidando como forma principal de consumo de conteúdo de MMA.
Analistas do G4 Estúdio apontam que a estratégia da UFC de voltar a cidades brasileiras pode abrir portas para futuros eventos em Salvador e Fortaleza, ampliando ainda mais o alcance nacional.
Para Charles Oliveira, a vitória seria um trampolim de volta ao título, enquanto a derrota poderia empurrá-lo para a categoria de peso-pena, reconfigurando sua trajetória.
Deiveson Figueiredo, apesar das duas derrotas recentes, mostrou que a determinação não se mede por resultados, mas pela vontade de levantar após cada queda.
A preparação técnica dos lutadores, incluindo treinos de alta intensidade e ajustes nutricionais, será crucial nos próximos meses, especialmente com a perspectiva de eventos maiores no calendário.
Em resumo, o UFC Fight Night não foi apenas mais um card, mas sim um ponto de inflexão cultural e esportivo que reforça o Brasil como protagonista no cenário global do MMA. 🎉🔥
Glaucia Albertoni
fevereiro 1, 2026 AT 02:02Como treinador, adoro ver um lutador tropeçar na própria confiança – claramente, a luta de Oliveira foi um masterclass de como não deixar a ansiedade ganhar. 😂 Mas, falando sério, cada erro é uma lição que pode ser transformada em aprimoramento nos treinos futuros.
Fabiana Gianella Datzer
fevereiro 15, 2026 AT 02:02É evidente que o retorno do UFC ao Rio trouxe benefícios tangíveis tanto para a economia local quanto para a visibilidade do MMA brasileiro. A parceria entre organizadores e autoridades públicas demonstra um modelo de cooperação que pode ser replicado em outras cidades do país. 🌟